Remover as Amígdalas e Adenóides pode aumentar o risco de DPOC

A remoção cirúrgica das amígdalas e adenoides, um procedimento até recentemente bastante comum em crianças, tem sido associada a um aumento do risco de doenças respiratórias, particularmente a doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC), segundo um novo estudo, que foi publicado na revista JAMA Otorrinolaringologia-Head & Neck Surgery.

A tonsilectomia ou amigdalectomia, procedimento cirúrgico para a remoção das amígdalas, é uma das cirurgias mais comuns da infância. Mais de 530.000 tonsilectomias são realizadas em crianças e adolescentes nos Estados Unidos a cada ano, de acordo com a literatura recente.

Esta cirurgia costumava ser recomendada como um tratamento para tonsilite dolorosa e recorrente – nomeadamente inflamação das amígdalas, juntamente com infecção do ouvido médio – sendo muitas vezes acompanhada pela remoção das adenóides.

No passado assumia-se que a remoção cirúrgica das amígdalas e das adenoides não estava associada a nenhuma consequência para a saúde, especialmente porque as adenóides encolhem à medida que a pessoa cresce até a idade adulta. Recentemente, determinou-se que as glândulas fazem parte do sistema imunológico, constituindo uma das primeiras linhas de defesa contra as infecções.

Os resultados deste trabalho mostraram que tanto a tonsilectomia quanto a adenoidectomia foram associadas a um maior risco relativo de doenças do trato respiratório superior, particularmente a DPOC. A tonsilectomia foi associada a quase três vezes o risco de doenças do trato respiratório superior, e a adenoidectomia teve o dobro do risco.

Leia o estudo completo aqui.